Atendimento médico online: como gerir as demandas do consultório à distância?

Atendimento médico online: como gerir as demandas do consultório à distância?

Há tempos, o atendimento médico online tem se comprovando como uma forte tendência mundial. No Brasil, após a flexibilização da regulamentação, feita pelo Ministério da Saúde e impulsionada pela pandemia do novo coronavírus em 2020, os atendimentos remotos estão se popularizando como nunca.

Com o objetivo de fortalecer o isolamento social e achatar a curva de contaminação, a disseminação da covid-19 estimulou o avanço do atendimento médico à distância em todo o país.

Atualmente, com o amplo uso dos aparelhos smartphones e com a difusão do acesso a internet móvel entre as mais diversas camadas da sociedade, as consultas médicas realizadas remotamente se tornam mais acessíveis à população.

Se você quer saber mais sobre como funciona o atendimento médico online e como otimizar o atendimento remoto por meio da tecnologia, confira o conteúdo que preparamos para você! 

O que é o atendimento médico online

O que é o atendimento médico online

O atendimento médico online, conhecido também como telemedicina, é o atendimento médico realizado à distância que pode ser feito diretamente entre o médico e o paciente por meio de uma tecnologia da informação que garanta a integridade, a segurança e o sigilo das informações trocadas durante a consulta.

Para que o atendimento médico online possa acontecer, obrigatoriamente, devem ser registrados no prontuário do paciente as informações clínicas, com indicação de data, hora, tecnologia utilizada e o número do Conselho Regional Profissional do médico e de sua unidade da federação. Além disso, desde que assinados eletronicamente, os médicos estão autorizados a emitir receitas e atestados médicos.

De forma abrangente, ao atendimento médico online competem três principais frentes – em especial durante a pandemia: 

  • a teleconsulta: consulta realizada à distância entre o médico e o paciente;
  • a teleorientação: monitoramento à distância para que os médicos possam orientar os pacientes em isolamento, acompanhando seus parâmetros de saúde;
  • teleinterconsulta: troca de informações e opiniões entre os médicos e equipe de saúde, para auxílio diagnóstico ou terapêutico. 

O atendimento médico online já foi alvo de diversas polêmicas entre pessoas contrárias e favoráveis, mas hoje, entende-se que o maior risco debatido ao longo do tempo sobre a realização de deste tipo de atendimento – o vazamento de dados sensíveis – não existe mais. Basta que as ferramentas adequadas sejam utilizadas para este fim.

Antes de iniciar os atendimentos remotos, é preciso garantir que o software escolhido certifique a segurança dos dados dos pacientes e de seus prontuários eletrônicos – por meio de tecnologias eficientes.

Além disso, antes da pandemia do novo coronavírus, a Organização Mundial de Saúde (OMS), já apontava sobre os benefícios advindos do atendimento médico online, entre eles, a eliminação da barreira da distância em relação ao acesso aos serviços de cuidados à saúde, em especial onde os diagnósticos precisam ser disponibilizados em curto prazo.

Outro relevante apontamento concluído por inúmeras pesquisas mundiais foi enfatizado pelo IBGE, que calculou que em menos de 30 anos, a população idosa mundial será de, pelo menos, cerca de 22% – e esse futuro demandará por atendimentos médicos online.

Alguns benefícios do atendimento médico online, além dos destacados pelo Ministério da Saúde como estratégia de controle da pandemia durante o período de isolamento social, são:

  • Agenda clínica ampliada;
  • Estrutura de dados segura e sigilosa;
  • Diagnóstico de laudos especializado;
  • O atendimento médico às comunidades que não têm acesso;
  • Envio de imagens e outros tipos de arquivos médicos em tempo real;
  • Sistematização dos processos de atendimento e, consequentemente, maior agilidade nos atendimentos;
  • A utilização da tecnologia para substituir a presença física do profissional da saúde;
  • Maior disponibilidade e troca entre equipes médicas de todo o mundo;
Como a pandemia do novo coronavírus influenciou na legislação brasileira em relação ao atendimento médico online

Como a pandemia do novo coronavírus influenciou na legislação brasileira em relação ao atendimento médico online

O Ministério da Saúde está usando o atendimento médico online como ferramenta para enfrentar a pandemia do novo coronavírus e reduzir o número de pessoas que buscam por atendimentos em postos de saúde e pronto atendimentos, permitindo assim, que os hospitais cuidem dos pacientes infectados com a covid-19 e casos de urgência e emergência. Assim, além de contribuir com o isolamento social, a medida colabora para o achatamento da curva de pessoas infectadas e ainda preserva a saúde dos profissionais de saúde.

O que é a pandemia do novo coronavírus

O novo coronavírus (Sars-Cov-2) responsável pela pandemia de 2020 faz parte da família dos coronavírus – agentes responsáveis por causarem infecções respiratórias em seres humanos e em animais. Geralmente, os coronavírus causam doenças respiratórias leves a moderadas, semelhantes a um resfriado. Já o novo coronavírus é uma nova cepa do vírus, aparentemente mais agressiva, que foi notificada em humanos pela primeira vez na China e rapidamente se espalhou pelo mundo.

A doença causada pelo novo coronavírus recebeu o nome de covid-19. Tedros Adhanom, diretor geral da Organização Mundial de Saúde, declarou o estado de pandemia à contaminação da covid-19, doença causada pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2). A mudança de classificação não se deve apenas à gravidade da doença, e sim à disseminação geográfica rápida que a covid-19 tem apresentado.

No Brasil, o Ministro da Saúde e membros de sua equipe, assim como governadores e prefeitos, diariamente se manifestam sobre a pandemia e sobre as estratégias e as medidas de controle adotadas – que têm sido dinâmicas, por isso, é preciso acompanhar as mudanças rotineiramente. O país continua com o monitoramento das áreas atingidas e tem iniciativas e protocolos anunciados.

Os sinais e sintomas clínicos do novo coronavírus são principalmente respiratórios, semelhantes a um resfriado, como os sintomas causados pelos demais vírus da família dos coronavírus conhecidos hoje. Porém, podem causar também infecção do trato respiratório inferior, provocando quadros como as pneumonias e a síndrome respiratória aguda grave. De forma geral, os principais são sintomas são: febre, tosse e dificuldade para respirar.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, além dos principais sintomas descritos, as pessoas infectadas podem apresentar dores no corpo, congestão ou corrimento nasal, dor de garganta ou diarréia. Esses sintomas geralmente são leves, começam gradualmente e, segundo o Ministério da Saúde, levam entre 2 e 14 dias para surgirem. Inúmeros estudos estão sendo realizados em todo mundo, mas ainda não existe um tratamento específico ou vacinas.

A principal forma de contágio do novo coronavírus é por meio do contato com uma pessoa infectada, que transmite o vírus por meio de tosse e espirros. Ele também se propaga quando a pessoa toca em uma superfície ou objeto contaminado e depois nos olhos, nariz ou boca.

Para evitar a propagação da doença é preciso tomar medidas, como:

  • Evitar contato próximo (dois metros de distância) com outras pessoas;
  • Cobrir o nariz e a boca com um lenço ou o cotovelo ao tossir e espirrar;
  • Não tocar os olhos, nariz ou boca sem garantir que as mãos estejam devidamente limpas;
  • Lavar as mãos frequentemente por 20 segundos com água e sabão ou higienizá-las com álcool em gel;
  • Ficar em casa e se isolar das outras pessoas que moram com você caso apresente os sintomas da doença;

Orientações do Ministério da Saúde sobre o atendimento médico online

Conforme dissemos, o Ministério da Saúde ampliou os serviços de telemedicina por meio da Portaria n.º 467/2020. Agora, além do pré-atendimento clínico, diagnóstico, monitoramento e consulta à distância, os profissionais da medicina também poderão emitir receitas e atestados médicos por meio da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil) ou CRM Digital.

4 dicas para realizar o atendimento médico online

4 dicas para realizar o atendimento médico online

Mais do que nunca, após a épica crise mundial da saúde causada pela pandemia da covid-19, sabemos que os benefícios da internet e das tecnologias para a nossa sociedade são inquestionáveis – e na área da saúde não é diferente. Porém, adaptar-se a novas práticas, mesmo que os benefícios sejam evidentes, pode ser um desafio. 

Por isso, falaremos sobre algumas dicas que irão ajudar você a superar as barreiras e realizar um ótimo atendimento online. Confira! 

1. Procure por um software online

Para realizar consultas médicas online, seguindo todas as diretrizes da Lei, por meio de vídeos, áudios, textos, envio e recebimento de arquivos, entre outros – tudo em uma mesma plataforma que, além de garantir a acessibilidade para você e para o paciente, precisa ser segura o suficiente para proteger os dados sensíveis – é necessário que busque e se certifique que o software online escolhido é adequado à prática médica. 

2. Ofereça um atendimento simplificado

Assim como muitos médicos, a maioria dos pacientes não estão acostumados a realizarem consultas remotamente. Inclusive, muitos deles podem estar pouco familiarizados com a internet e dispositivos móveis. Por isso, simplifique ao máximo o seu atendimento enviando um link direto para que o paciente ao acessá-lo, possa realizar imediatamente a consulta por vídeo – eliminando assim as barreiras por falta de afinidade tecnológica e permitindo o atendimento à distância.

3. Garanta segurança aos prontuários dos pacientes

A melhor forma de manter os prontuários dos pacientes organizados, seja para o atendimento médico online ou presencial, é utilizando os prontuários eletrônicos. Apenas por meio deles, é possível garantir que os dados não serão perdidos, extraviados e que serão facilmente encontrados quando for preciso.

Os registros clínicos, que pode ser visualizados também pelo acesso móvel ao prontuário eletrônico, permite que o profissional da saúde visualize todo o histórico clínico do paciente. Esse recurso ajuda o médico a verificar todos os procedimentos que já foram realizados, assim como os medicamentos administrados, o que garante um tratamento mais ágil, seguro e eficaz.

4. Controle de atestados médicos e laudos

É preciso ter muito controle no momento de compartilhar documentos médicos, como  laudos e atestados. Por meio de uma plataforma adequada você poderá realizar trocas com o paciente ou outros médicos de forma segura e prática. 

Registrar dados médicos eletronicamente elimina o risco de roubo, extravio, dano ou adulteração de informações confidenciais. Além disso, a ferramenta elimina erros de escrita e legibilidade, o que torna o atendimento mais preciso. 

O acesso móvel ao prontuário eletrônico também permite que as informações sobre o estado de saúde dos pacientes sejam atualizadas em tempo real, fornecendo aos médicos um registro sempre atualizado do paciente.

5. Como lidar com as demandas do seu consultório

Independente do atendimento médico ser realizado presencialmente ou de forma remota, um fato é que lidar com as demandas do consultório médico é um desafio diário. As atividades envolvem várias frentes além do atendimento clínico, como o controle da agenda e do setor financeiro. Com um bom software de gestão para consultórios, você será capaz de controlar todas as demandas, de diferentes áreas, e de forma otimizada. 

Uma agenda médica organizada também permitirá que se conheça mais detalhadamente os seus pacientes. A ferramenta conta com relatórios de comportamento que permitem verificar até quantas vezes um paciente já faltou a uma consulta. Pense sobre como ter informações detalhadas e relatórios em mãos será capaz de ajudar você a gerir os diferentes setores de seu consultório médico.

6. Como conquistar a confiança do paciente no atendimento online

O diretor de tecnologia da informação da Associação Paulista de Medicina (APM), diz que por causa do conservadorismo, mesmo com o avanço exponencial e inquestionável da tecnologia, a última resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre a prática da telemedicina é de 2002 e que, apesar da nova portaria chegar em um momento crucial para salvar muitas vidas, a falta de regulamentação prévia pode trazer insegurança à muitas pessoas. 

Mas dado esse cenário, como ultrapassar essas barreiras e conquistar a confiança dos pacientes durante o atendimento online? Crie processos de atendimento para os seus pacientes! Analise o ambiente, entenda o comportamento de cada um deles, defina objetivos, antecipe respostas às dúvidas mais comuns, entre outras etapas. Assim, sabendo como encaminhar a conversa e fornecendo respostas precisas, certamente conquistará a confiança do seu paciente mesmo que remotamente.

Agora que você sabe tudo sobre como realizar o melhor atendimento médico online, o que acha de conhecer a ferramenta mais completa para telemedicina e gestão de consultórios do mercado?

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