Afinal o que é a síndrome do jaleco branco?

A saúde é um tópico extremamente delicado e muito importante na vida de qualquer pessoa. Por esse motivo, é muito comum que o lado emocional fique abalado em qualquer situação que envolva o tema. Sendo assim, entender melhor o que é a síndrome do jaleco branco pode ser bastante interessante.

Junto ao estetoscópio, o jaleco é um símbolo que identifica o médico, e ir a uma clínica, a um hospital ou até mesmo fazer uma visita rotineira ao consultório pode provocar, em muitos pacientes, um forte estado de ansiedade — que de acordo com a gravidade, pode levar a uma crise de pânico.

Neste post listamos algumas informações importantes sobre o assunto. Acompanhe!

O que é a síndrome do jaleco branco?

A síndrome do jaleco branco, também chamada de síndrome do avental, se refere ao medo irracional que algumas pessoas têm de médicos, clínicas, hospitais ou qualquer situação ou objeto que remeta a um atendimento na área de saúde. É uma circunstância relativamente comum nesse segmento e merece toda a atenção por parte dos profissionais.

Os sintomas podem acometer os mais diversos tipos de pessoas, independentemente de sua classe social — atingindo da mesma forma indivíduos com alto grau de escolaridade e pessoas menos instruídas. A síndrome pode ser precipitada por uma eventual ida ao consultório ou simplesmente pelo medo de se descobrir doente.

Quais são as causas da síndrome do jaleco branco?

As causas da síndrome do jaleco branco são as mais diversas, pois trata-se de uma patologia multifatorial que, como dissemos, pode atingir qualquer tipo de pessoa. No entanto, parece haver uma prevalência em determinados grupos de indivíduos, sobretudo aqueles que já tiveram uma experiência negativa com o ambiente médico.

Nesse grupo podemos incluir as pessoas:

  • que receberam notícias sobre problemas de saúde,
  • as que realizaram intervenções malsucedidas ou com erros técnicos,
  • quem teve instrumentos cirúrgicos esquecidos no corpo durante um procedimento cirúrgico,
  • pessoas que tiveram medicações administradas equivocadamente,
  • além daquelas que têm medo extremo de estar com alguma enfermidade grave.

Vale lembrar que, desde a mais tenra infância, a imagem dos médicos costuma ser associada a agulhas, injeções e remédios amargos. Notadamente, a síndrome do jaleco branco pode se manifestar mais vezes em hospitais ou em outros locais associados a acidentes, sangue e morte, por exemplo.

Indivíduos dependentes de bebidas alcoólicas ou de tóxicos também podem desenvolver essa fobia, pois os profissionais seriam justamente as pessoas que trariam o assunto à tona e fariam com que eles enfrentassem essas questões. Em linhas gerais, pessoas que sofrem desse mal apresentam dificuldades para obedecer à autoridade.

É importante citar que a mídia e a facilidade de encontrar informações falsas na internet contribui para o problema, especialmente pela divulgação de notícias sobre erros médicos e falhas absurdas, que podem influenciar de maneira bastante negativa na vida das pessoas, provocando o temor de ser consultado.

Quais são os sintomas da síndrome?

Os pacientes que sofrem da síndrome do jaleco branco podem apresentar os mais diversos tipos de sintomas físicos, que variam desde uma tremedeira e tensão muscular a náuseas e ânsia de vômito. As crianças pequenas, por sua vez, costumam gritar e chorar ou tentar fugir do local.

Muitas vezes, em casa ou em ambientes “neutros”, essas pessoas podem ter uma pressão arterial com valores normais. Contudo, uma vez que chegam ao consultório, ao hospital ou simplesmente estão na presença de um profissional de saúde, quem sofre da síndrome tende a apresentar seus níveis aumentados, caracterizando uma hipertensão momentânea.

Com o passar do tempo, quem tem a síndrome do jaleco branco pode adquirir um quadro mais severo de ansiedade, muitas vezes até limitando o seu acesso aos cuidados de saúde, caracterizando a necessidade de acompanhamento ou investigação por especialistas em transtornos psiquiátricos.

Qual é a principal consequência dessa síndrome?

Obviamente, a síndrome do jaleco branco atrapalha qualquer tratamento ou acompanhamento de saúde, sobretudo se for o caso de uma pessoa que já se encontra em um estágio mais avançado da patologia. Por tentar evitar qualquer forma de contato com o médico, é natural que esse indivíduo não consiga receber alguns cuidados.

Diante dessa realidade, esses pacientes acabam postergando exames de rotina ou até mesmo deixando de analisar possíveis sintomatologias importantes, levando ao agravamento de patologias. Isso é muito nocivo, especialmente se levarmos em conta que um diagnóstico precoce permite a cura de diversos males.

Outra situação comum é que esses indivíduos acabem recorrendo à automedicação de maneira equivocada, como uma forma de evitar outras doenças ou problemas de saúde. É justamente pela recusa em consultar profissionais do ramo que as condutas e os diagnósticos para esses pacientes são mais complexos e seus prognósticos normalmente são piores.

Como tratar a síndrome do jaleco branco?

De acordo com a natureza e a origem do medo da pessoa, pode ser que o tratamento acabe se tornando um pouco mais difícil. É importante ressaltar que muita gente com a síndrome do jaleco branco apresenta o mesmo temor e ansiedade em relação aos outros profissionais da saúde mental, como psicólogos ou terapeutas — até mesmo em relação à secretária de uma clínica.

Por esse motivo, embora o contato pessoal seja quase sempre o mais recomendável, não podemos deixar de considerar que existem serviços que disponibilizam um importante auxílio por telefone ou via internet. Isso pode funcionar como um fator de redução da angústia para nível mais tolerável, abrindo caminho para o contato direto.

É recomendável evitar o uso de vestuários e aparatos médicos, visto que esses itens podem aumentar a angústia e disparar crises. Terapias como a cognitivo-comportamental e a hipnose também são recomendadas, bem como outras adaptações na decoração dos ambientes em que esses pacientes serão atendidos.

Evitar atrasos, criar um ambiente aconchegante e fugir de alguns lugares-comuns desses locais, como o cheiro de desinfetante químico, são outras atitudes indispensáveis, além de minimizar, quando possível, as possibilidades de realização de procedimentos dolorosos, como injeções e exames invasivos.

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