Qual a diferença entre telemedicina e telessaúde?

Qual a diferença entre telemedicina e telessaúde?

Existem inúmeros termos sobre tecnologias médicas sendo usados ​​hoje em dia com os quais os pacientes podem não estar tão familiarizados.

É comum ouvirmos as palavras telemedicina e telessaúde sendo utilizadas ​​como se fossem sinônimas, mas, embora sejam semelhantes em muitos aspectos, há diferenças dignas de nota entre elas.

Sendo assim, os médicos e demais profissionais da saúde devem entender sobre essas diferenças para que possam se envolver em discussões e planejamentos significativos sobre os papéis que a telemedicina e a telessaúde podem desempenhar em seus esforços para melhorar a qualidade dos atendimentos.

A verdade é que cada um desses termos se refere a uma maneira diferente de administrar os cuidados de saúde por meio das tecnologias existentes ou de uma área diferente da tecnologia médica.

Para esclarecer as sutis diferenças entre esses termos, falaremos sobre a definição detalhada de cada um deles.

Quer saber mais sobre a diferença entre telemedicina e telessaúde? Então confira o conteúdo que preparamos sobre o tema!

Qual é a origem da telemedicina e da telessaúde?

Qual é a origem da telemedicina e da telessaúde?

São inúmeros os relatos, mas em 1906, o Dr. Willem Einthoven transmitiu um relatório de ecocardiograma por meio de uma linha telefônica de um laboratório de fisiologia para um hospital a cerca de um quilômetro de distância.

Esse evento marcou os primeiros passos do uso da tecnologia de telecomunicações para fornecer serviços de saúde à distância.

Em 1948, os médicos enviaram imagens de radiologia a mais de 38 quilômetros de distância por meio de linhas telefônicas de West Chester, Pensilvânia, para a Filadélfia.

Em 1959, os médicos da Universidade de Nebraska estabeleceram uma conexão de televisão bidirecional para transmitir exames neurológicos para estudantes de medicina no campus. Cinco anos depois, eles realizaram consultas por vídeo e serviços de terapia da fala para pacientes no Hospital Estadual de Norfolk, a 112 quilômetros de distância.

O prefixo “tele” significa “à distância”, então seríamos precisos rotulando todos esses serviços remotos de saúde como telessaúde. Ou deveríamos chamá-los de telemedicina, já que representam a prática da medicina à distância?

E aqui surge a dúvida: quando é telessaúde e quando é telemedicina?

Não ajuda que não tenhamos definições padronizadas e de acordo com todos para os termos telessaúde e telemedicina. Ambos os termos se referem ao uso de comunicações eletrônicas para ajudar as pessoas a se tornarem e a se manterem saudáveis ​​à distância.

Então, qual é a diferença entre os termos? Vamos olhar mais de perto cada uma das palavra e descobrir!

O que é telessaúde?

O que é telessaúde?

O Departamento de Saúde e Serviços Humanos diz que telessaúde é “o uso de informações eletrônicas e tecnologias de telecomunicações para apoiar e promover cuidados de saúde clínicos à distância, educação de pacientes e profissionais relacionados à saúde, saúde pública e administração de saúde”.

Desta forma, “informações eletrônicas” incluem imagens digitais, vídeos ou arquivos de texto armazenados em um computador, por exemplo.

“Tecnologias de telecomunicações” podem ser entendidas como smartphones, diferentes dispositivos móveis, internet, videoconferências, mídia de streaming, telefones fixos e quaisquer outros tipos de comunicação remota.

“Longa distância” pode ser um quilômetro ou mil quilômetros. A ideia é que as duas partes envolvidas na interação não podem se ver pessoalmente, mas as paredes físicas não são uma barreira para o encontro.

Os serviços prestados são clínicos e não clínicos. Ou seja, os serviços prestados podem ser entre um médico e um paciente e sua família, entre vários médicos ou mesmo entre dois médicos.

Além disso, podemos definir quatro maneiras pelas quais a telessaúde pode ser fornecida:

1. Videochamadas

A videochamada é uma interação bidirecional em tempo real que oferece suporte aos serviços de saúde.

Como todos os participantes de uma videoconferência podem interagir uns com os outros, esse método é considerado síncrono. Um exemplo é um dermatologista examinando uma mancha suspeita em uma transmissão de vídeo ao vivo. Outra é uma consulta médica. Um terceiro exemplo são 30 médicos em 30 locais participando de uma aula remota transmitida de um centro médico acadêmico.

2. Armazenamento e encaminhamento de informações

A transmissão de imagens digitais, fotos, vídeos ou texto que foi gravado e armazenado antes de ser enviado.

Como não há interação em tempo real entre os participantes, esse método é considerado assíncrono. Um exemplo é um paciente tirando uma foto de uma lesão dentária e enviando uma mensagem de texto ao dentista.

3. Monitoramento remoto do paciente

O monitoramento remoto diz respeito à transmissão de dados médicos ou de saúde, como pressão arterial, leituras de glicose e oxigênio no sangue.

As tecnologias de monitoramento remoto requerem vários níveis de intervenção do paciente que podem enviar dados em uma programação predeterminada ou conforme necessário. Alguns dos dispositivos de medição convencionais são:

  • Estetoscópios digitais;
  • Oftalmoscópios (exames de visão);
  • Otoscópios (exames de ouvido);
  • Câmeras de smartphone;
  • Dispositivos de monitoramento de sinais vitais;
  • Biossensores vestíveis, como pulseiras e monitores de frequência cardíaca.

4. Dispositivos tecnológicos de saúde

É comum o uso de dispositivos móveis, como tablets e smartphones, para transmitir informações de saúde. Um exemplo são as instruções pré-operatórias enviadas por mensagem de texto a um paciente para se preparar para um procedimento cirúrgico.

Como é possível observar, o termo telessaúde cobre muitos terrenos e inclui exemplos, como:

  • Uma consulta de neurologia;
  • Monitoramento remoto de sinais vitais;
  • Uma sessão remota de fisioterapia;
  • Educação contínua para profissionais médicos;
  • Um paciente se conectando a um portal para revisar seus resultados de laboratório;
  • Uma mensagem de texto programada lembrando o paciente de tomar a vacina contra a gripe.

A telessaúde abrange a maioria das especialidades, incluindo psiquiatria, odontologia, serviço social, saúde da família, cardiologia e fisioterapia. É tudo uma questão de fornecer melhores serviços clínicos aos pacientes.

Com tantos aplicativos gerenciados pela telessaúde, você deve estar se perguntando, o que resta para a telemedicina? Vamos descobrir!

O que é telemedicina?

O que é telemedicina?

A telemedicina é mais fácil de entender porque se limita à prestação de cuidados clínicos à distância.

Pense nisso como sendo tudo o que um paciente realizaria durante uma visita presencial ao consultório médico. Ou seja, trata-se da utilização da tecnologia de telecomunicações para prestar atendimento médico à distância.

A principal diferença em relação a uma consulta convencional é que o paciente e o médico não estão em uma mesma sala, mas sim conectados por meio da tecnologia de telecomunicações.

Com essa definição simples em mente, aqui estão alguns exemplos da telemedicina:

  • Videochamadas para apoiar o diagnóstico, tratamento e prevenção de doenças e lesões;
  • Transmissão de fotos de um corte na perna do paciente para a avaliação do médico;
  • Consulta de acompanhamento pós-operatório por mensagem de texto, chamada telefônica ou videochamada;
  • Monitoramento remoto da condição de um paciente após terapia ou cirurgia;
  • Transmissão pós-operatória de sons cardíacos ou dados de pressão arterial;
  • Consulta remota com médico especialista;
  • Coleta e transmissão remota de sinais vitais;
  • Gerenciamento remoto de uma condição crônica.

Você deve ter notado a sobreposição entre esses exemplos e a discussão sobre telessaúde. Você estaria correto! Toda telemedicina também é telessaúde.

Então, qual é a diferença entre telessaúde e telemedicina? E se toda telemedicina também é telessaúde, por que precisamos do termo telemedicina? Saiba mais a seguir!

Diferenças entre Telessaúde e Telemedicina

Diferenças entre Telessaúde e Telemedicina

Algumas pessoas pensam na telemedicina como um subconjunto da telessaúde, como se pudéssemos retirar uma parte da telessaúde. Parece correto, mas não é a melhor maneira de pensar nisso, porque não se trata de um corte.

A melhor maneira de entender a diferença entre esses termos é pensar na telemedicina em termos das quatro maneiras pelas quais a telessaúde é fornecida. Novamente, elas são a videochamada, o armazenamento e encaminhamento de informações, o monitoramento remoto do paciente e o uso de dispositivos de saúde, e esses quatro métodos de entrega representam todos os eventos de telessaúde.

Algumas, mas não todas, as videochamadas são telemedicina. Se a videochamada for entre o paciente e seu médico, é telemedicina. Se for entre um cirurgião e estudantes de medicina, não é clínico e, portanto, não é telemedicina, mas sim telessaúde.

Alguns, mas não todos, os eventos de armazenamento e encaminhamento de informações médicas são telemedicina. Se for a ressonância de um paciente relacionado a uma lesão que está sendo diagnosticada, é a telemedicina. Se for um infográfico ou uma publicação acadêmica usada em uma apresentação para residentes, não é telemedicina.

A maior parte do acompanhamento remoto é telemedicina porque está diretamente relacionada ao atendimento clínico do paciente, como o gerenciamento de uma condição crônica. Mas se um pesquisador está coletando contagens diárias de passos de um dispositivo apenas para apoiar um projeto de pesquisa, não é telemedicina.

Da mesma forma, a maior parte da saúde móvel é a telemedicina porque é uma interação entre um médico e um paciente para apoiar o diagnóstico, tratamento ou prevenção de doenças.

No entanto, se for um alerta para toda a comunidade sobre um surto de doença ou uma mensagem de texto para notificar toda a equipe de um pronto-socorro sobre um engavetamento de carros em uma rodovia local, então não é um tratamento clínico distinto para cada destinatário. Ou seja, não é telemedicina.

E é por isso que a telemedicina não é uma distinção clara de uma parte da telessaúde. É a parte de cada um dos quatro métodos de entrega de telessaúde que aborda o atendimento clínico direto ao paciente.

Em suma, a telemedicina se refere ao atendimento clínico ao paciente, enquanto a telessaúde se refere a uma coleção mais ampla de atividades educacionais, administrativas e outras atividades de saúde não clínicas.

Neste ponto, você pode estar se perguntando: mas se é tanto telemedicina quanto telessaúde, como chamamos? Telemedicina ou telessaúde? Neste caso, elegemos o termo mais específico. Ou seja, chamamos isso de telemedicina.

Podemos concluir então que toda telemedicina é telessaúde, mas nem toda telessaúde é telemedicina.

Ainda assim, ambos apóiam o objetivo mais amplo de expandir o acesso a serviços clínicos remotos, simplificar o gerenciamento de saúde para os pacientes e melhorar a saúde do paciente e a eficiência de nosso sistema de prestação de cuidados de saúde.

E enquanto observamos o rápido e contínuo avanço das soluções de telecomunicação e softwares médicos, não há dúvidas de que estamos testemunhando uma reinvenção incrível na prestação de serviços de saúde que conecta os pacientes às suas equipes de atendimento, sem obstruções pela distância ou mobilidade. Seja telessaúde ou telemedicina, é uma vitória para todos!

Agora que você já saber mais sobre a diferença entre telemedicina e telessaúde, que tal entender um pouco mais sobre como gerir as demandas do consultório à distância?

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